O Avaí também só quer sobreviver

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O futebol brasileiro está em baixa e isso sabemos já há um bom tempo. Não apenas pela falta de qualidade da bola jogada, na desorganização de sua administração, na falta de inteligência e ética entre os seus dirigentes e até mesmo no desconforto e insegurança que envolve o esporte número um do país, o certo é que o torcedor está cansado, desanimado e provando outras opções.
Excetuando-se aquela meia dúzia com milhões de torcedores e outros tantos milhões que entram em seu caixa por meio de generosas cotas publicitárias, os clubes enxergam suas competições não como uma possibilidade de busca do caneco, mas uma sobrevida para além da atual temporada. Realidade que se repetirá na temporada seguinte, e na seguinte, e por aí vai.
O Avaí não é nenhum marciano em Terra Brazilis, daí sofrer as mesmas dificuldades originadas das mesmas limitações de seus pares (retornar ao primeiro parágrafo). Se a média de público atual do Leão da Ilha está na casa das 3.516 almas por partida na Ressacada, ocupando a 39ª colocação geral de todas as divisões, isso não é fruto do acaso e nem de uma sazonalidade qualquer.
É a continuidade de um modelo de gestão de mais de uma década, com repetições de ações baseadas no feeling. Planejamento, pesquisa de mercado, observação de práticas de gestão para adaptação à nossa realidade, isso não acontece nas mentes dos dirigentes azurras. Como a esmagadora maioria dos clubes brasileiros, hoje a meta do Avaí é apenas sobreviver.

Um comentário:

Unknown disse...

Triste mas real!

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