O futebol do Avaí não é levado a sério

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"Para início de conversa, um esclarecimento - o japonês Toshi não foi o culpado pela derrota do Avaí diante do Náutico. Outro esclarecimento: Toshi é um cara gente boa e simpático, sofre pelo clube e pela convivência aprendeu a gostar do azul e branco.
No entanto a presença dele em campo simboliza que o futebol no sul da ilha não é levado a sério. Ontem, o “japa” entrou no segundo tempo, levou chapéu do Maylson, perdeu bolas que gerou contra-ataques para o Náutico e mostrou que a sua presença no plantel é um acordo entre o Avaí e o pai do jogador - que dizem ser um empresário forte na “terra do sol nascente”.
O Avaí é um time profissional com gestão amadora para as coisas do futebol. E isso aos olhos de quem quiser ver, enxergar. Impressiona-me o fato do treinador Silas - com a sua seriedade e profissionalismo - admitir uma situação dessas. Repito: Toshi não foi culpado pelo gol sofrido com menos de um minuto. Também não foi culpado pela expulsão de um zagueiro estreante e nem é culpado pela barriga saliente do atacante William.
E muito menos tem culpa do horroroso uniforme número 3 que imita o Remo e do número 1 que imita as cores do Paysandu. Mas a presença do atacante japonês em campo simboliza o amadorismo e a falta de seriedade com o futebol na Ressacada." Fábio Machado, cronista esportivo.

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