Cartolas do Avaí não conheciam Walace

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A reinvenção do Brasil em sua caça à medalha de ouro é atribuída, em maior parte, à entrada do gremista Luan entre os titulares. Coube ao seu companheiro de clube, Walace, arrumar o meio-campo, fortalecer a marcação e abrir espaço para o crescimento do meia Renato Augusto, que vinha sendo criticado por sua lentidão e chegou a ser perseguido pelas vaias na fase de grupos.
O volante de 21 anos entrou no time e não saiu mais. Para isso, desbancou o santista Thiago Maia, até então o principal destaque da seleção olímpica. Na goleada de 6 a 0 sobre Honduras nas semifinais, ele mostrou as suas duas facetas: 'destruidor', ao desarmar dois ataques adversários e cortar três passes; e também técnico, com o maior número de toques na bola no meio, 64.
Antes preterido e motivo até mesmo de crítica ao técnico Rogério Micale em sua formação de elenco por sua presença ao lado de Rodrigo Dourado no banco de reservas em um elenco que deveria supostamente se mostrar mais versátil, Walace será figura chave na final contra a Alemanha, neste sábado, às 17h30 (de Brasília), no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.
Será ele o encarregado por frear um ataque que marcou 21 gols ao longo de sua campanha. O Grêmio mudou a sua carreira. Antes meio-campista, ele virou volante em Humaitá. A sua chegada a POA foi possível apenas por causa do desconhecimento dos cartolas de seu ex-clube, o Avaí.
Em 2013, o time catarinense procurou o Grêmio interessado na volta do meia Marquinhos. Ouviu, então, uma resposta positiva à consulta, mas seguida de uma exigência: os gaúchos queriam uma das promessas de sua base. O pedido era recorrente em negócios envolvendo atletas encostados.
Ao escutar o nome de Walace do coordenador de formação tricolor Júnior Chávare, o representante do Avaí franziu a testa, segundo relato, e disse que não havia nenhum garoto chamado assim. Chávare insistiu, citou que o atleta tinha vindo do Simões Filho, da Bahia, e que atuava no sub-20.
"Para que vocês querem analisar a troca se nem conhecem o menino? Libera logo e assinamos aqui mesmo", pressionou o ex-scout da Juventus-ITA no Brasil. E, assim, no outro dia, Walace deixava Fpolis a caminho de POA para agora fazer escala no RJ no sonho pela medalha de ouro. via ESPN

2 comentários:

Luiz Augusto da Costa disse...

Esse tipo de coisa só acontece em clube amador e sem comando, sem dirigentes interessados no clube e, sim em seus próprios negócios.
Não sei se ainda estão no Avai os envolvidos nessa negociação vergonhosa, considerando que, enquanto o Marquinhos ficou parado nove meses, após uma cirurgia, o Wallace está na seleção.
Deveriam, todos, ser mandados embora.
A base é o mais importante num clube de futebol e, parece que, justamente na base nos falta um comando adequado.
Byghal.

ManoelNilson disse...

Posso estar equivocado, mas creio que muito cedo estaremos falando as mesmas coisas a respeito do lovat.

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