Coletiva pós-demissão de Gonçalves

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"Eu fui pego de surpresa, mas entendo. Até quero agradecer a oportunidade que o Avaí me deu. Eu procurei fazer um trabalho sério, dar alegria para o torcedor, que é muito apaixonado. Sempre trabalhei com transparência, aplicando os conceitos de gestão esportiva dentro da minha visão, que eu entendo que é a melhor maneira de se ter um departamento de futebol, mas o Avaí esse ano está tendo um ano muito difícil, financeiramente e estruturalmente"
A saída - "Infelizmente são coisas do futebol. O time não teve um bom desempenho contra o Brasil-Pel. Assim, o presidente (Francisco Battistotti) se sentindo pressionado com o fato do time não ter conseguido vencer fora de casa e falou que pretendia trocar o departamento de futebol a direção, e talvez a comissão técnica. Eu procurei ajudar da melhor maneira possível com a minha experiência no futebol, com meu conhecimento. Tivemos que lançar muito atletas novos, da base. A gente sabe que não é fácil formar uma equipe competitiva, com resultados positivos, e infelizmente o presidente entendeu que a mudança pode dar um novo ânimo para os jogadores, para que a equipe possa alcançar um desempenho melhor no segundo turno."
O que o presidente disse - "Ele estava se sentindo pressionado e eu não quis pressionar mais ainda. Eu estava vendo o desespero dele, o sofrimento dele em função dos resultados negativos fora de casa. A gente teve uma esperança grande de que ia vencer fora, mas no final de cada jogo foi a mesma frustração. Isso foi se acumulando e ele tomou esta decisão."
O que deu errado - "Muitos fatores, primeiro a queda da primeira para segunda divisão deixou o um rastro negativo muito grande. Um déficit financeiro enorme e com a falta de recursos foi difícil contratar jogadores com bom histórico. Demos oportunidade para base, subiram 16 jogadores no inicio do ano. No estadual fizemos um bom primeiro turno, mas os jovens não conseguiram dar sustentação ao desempenho. No segundo turno o desempenho foi ruim, o que acabou fazendo eu optar pela troca da comissão técnica. Chegou o Silas para montar uma equipe para a Série B. Chegaram os jogadores, mas a equipe não conseguiu render o que precisava. Foi uma campanha irregular neste primeiro turno do Brasileiro. Continho torcendo para que o Avaí consiga ganhar. Deixei muito amigos no clube."
O que o Avaí precisa para melhorar - "Precisa vencer fora de casa, tem que superar essa negatividade, a desatenção que a equipe demonstrou ao longo do primeiro turno. Fora de casa sofremos muitos gols. Deixamos muito a desejar no aspecto ofensivo. Não conseguimos virar nenhum marcador negativo. Sempre que começamos perdendo, terminamos sem os três pontos. Precisa melhorar a parte técnica dos jogadores de ataque. Passes, chutes a gol, finalização em um modo geral e a bola aérea. E defensivamente, ficar mais consistente para não sofrer tantos gols."
O futuro - "Estou no mercado buscando uma nova oportunidade. Procurando trabalhar com profissionalismo. Infelizmente nem sempre o que é praticado dentro dos moldes da gestão de futebol dá garantia de resultado positivo. Mas vou voltar para o Rio. Espero continuar participando de cursos de gestão esportiva. Tenho convite par fazer palestra no sul sobre o tema. Tenho um case bom no Avaí, em função do que vivenciamos no primeiro turno do catarinense. Chegamos em segundo lugar no turno e depois caímos para praticamente a última colocação no segundo turno. Isso nos faz pensar, porque fizemos a mesma coisa no primeiro e no segundo turno. Agora, quero em breve ter a oportunidade de começar um novo trabalho." Marcelo Gonçalves, via Globo Esporte

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