Entrevista com Claudinei Oliveira

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Claudinei Oliveira ainda não teve tempo para descansar desde que chegou em Fpolis em 25 de agosto. Seu trabalho no comando do Avaí tem sido intenso. O primeiro passo foi conhecer o elenco, depois ir a campo e estruturar a equipe. O bom é que os resultados têm acompanhado o treinador.
Desde que ele chegou, são quatro vitórias e um empate na Série B, uma sequência que levou o Leão a voltar a sonhar com o acesso à elite do futebol nacional. O treinador é realista. Reconhece que é possível conquistar o acesso, mas sabe também que isso tem que ser tratado jogo a jogo e com o pé no chão. Afinal, há pouco tempo a equipe lutava contra o rebaixamento.
- Eu falei para os jogadores esses dias. Você saíram vaiados depois da derrota para o Bahia e agora, contra o Bragantino, saíram ovacionados. O nosso futebol é de luta, competitivo. Não é um futebol vistoso, mas é de muita entrega. Assumimos isso e sabemos o que tem que ser feito.
Como faz para conhecer o elenco com tão pouco tempo?
No dia a dia. Jogadores ligam uns para os outros e perguntam como era o nosso trabalho em outros times. Eu também procuro informações. Mas nada tira o dia a dia. (...) Posso sair do Avaí e levar um jogador que não está jogando hoje se vejo que no treino ele vai bem. Também tem que ter humildade para ouvir todo mundo, olhos para todos e não abrir mão de ninguém. É muito fácil mandar seis embora e contratar oito. Esse é o caminho mais fácil, não quer dizer que é o melhor.
Consegue explicar a magia entre a torcida e o Marquinhos?
Ele jogaria em qualquer time da Série B e em muitos de Série A. Estando 100%, ele pode jogar em qualquer equipe. Marquinhos é jogador fantástico, que aqui é ídolo e isso dá confiança para a torcida. Se ele vai cobrar uma falta, a torcida já fica na expectativa de ver o gol. Uma prova disso é que, em cinco jogos, deu cinco assistências.
Como segurar a empolgação pelo acesso?
É bom que exista, mas não podemos deixar isso atrapalhar. Trabalhamos alertando. Converso com os líderes do grupo para sempre lembrar onde estávamos e o que estamos fazendo para mudar a situação. Não podemos deixar baixar esse rendimento. Podemos perder porque o outro time foi melhor e não porque deixamos de nos dedicar como temos feitos nessas últimas partidas. via DC

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