Coletiva pós-jogo de Claudinei Oliveira

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"Vestiário está maravilhoso, não podia estar diferente. Jogar ganhando é a melhor coisa do mundo. Vestiário estava uma festa, e tem que estar (após a vitória) Jogadores saíram cantando as músicas da torcida, pessoal que está no departamento médico todo aí: o Vinícius Pacheco, Yuri, Lucas Coelho, João Paulo... não quero correr o risco de esquecer alguém. Mas o pessoal que não estava nem convocado, o elenco quase inteiro, isso não tem preço. Tem gente há dois meses sem jogar e ainda vem torcer. Isso mostra a união do grupo e a unidade que está se criando. Ambiente é o melhor possível e não podia ser diferente. Isso se transfere para o campo".
"Talvez não tenha sido a melhor partida. Tecnicamente, erramos mais passes que habitualmente a gente erra, então a transição não funcionou. Mas o Goiás é qualificado, investiu bastante na Série B. Importante quando não joga tão bem, não vou dizer jogar mal, sofrer, mas vencer, porque vencer jogando bem é comum, mas vencer sem jogar tão bem... Mas suportamos pressão. Renan fez ótimas defesas quando precisamos, o primeiro tempo o posicionamento não estava muito bem, no segundo encaixamos melhor a marcação, ai começamos a ter a transição, finalizações, e felizmente no final do jogo podemos terminar com mais um gol e nosso saldo de gol melhora de pouco em pouco. Isso pode nos ajudar no final no critério de desempate."
Vitor e o gol - "Temos zagueiros muito bons, todos que estão jogando. Ele (Vitor) treinando com eles, dá trabalho, incomoda, finaliza três, quatro vezes, enfrentando Betão, André, Gabriel, Fábio, Renato.. todos são zagueiros de nível muito bom. Com pouca idade, já incomoda muito, a ponto de chamar atenção dos próprios atletas, eles sabem quando alguém chega para ficar. Então optamos por ele, o campo também estava pesado, precisava de um jogador que segurasse mais a bola. Ele foi premiado, fez o gol. Depois correu muito, a gente sabia que não aguentaria o jogo todo, é normal. Tem gente que acha que um menino de 18 anos aguenta jogo todo dia, mas tem tensão a mais, joga acima do limite, com várias ações intensas. Estou muito satisfeito, fizemos a escolha por conta do treino, a qualidade e do gramado. Mérito dele, está plantando coisas boas no dia a dia e colhendo no jogo."
Próximo adversário, o líder - "Atlético-GO talvez seja o time mas consistente da competição, mais até que o Vasco. Não teve oscilação de rendimento, já enfrentei eles quando dirigia o Paraná ainda: é muito organizada, tem jogadores da frente que incomodam e vão dar trabalho com certeza. Então precisamos da mesma pegada, humildade de sempre, trabalhando bem a parte defensiva, porque também temos jogadores na frente que podem decidir o jogo. Vai ser um jogo muito difícil, para nós e para eles, porque o Avaí tem se mostrado um time difícil. Espero que a gente consiga ganhar, com mais ou menos dificuldade, para encostar neles. Com a vitória (contra o Goiás) foi bom que nos mantivemos no G-4 e abrimos um pouco para algumas equipes que são candidatas ao acesso. Vamos para lá com a mesma confiança, sempre com a mesma pegada e organização."
Pegada - "Estamos defendendo nossa área como se fosse nossa casa, nossa família. Todo mundo se jogando na frente da bola. Ou o Renan defende, o Alemão dá carrinho, Fábio Sanches se jogando, o pessoal da frente voltando para ajudar. Estamos defendendo os três pontos, não estamos sendo brilhantes, mas competitivos, querendo ganhar, e o adversário sente que é difícil ganhar dividida. Essa é nossa marca e esperamos manter isso também contra o próximo adversário."
Importância dos laterais - "A forma que a gente joga, a leitura dos laterais é fundamental. Vou dar um exemplo: Corinthians do Tite tinha o Fabio Santos e Alessandro. Time tinha vários atletas bons, esquema funcionava, mas esses jogadores davam a consistência.  Sabem a hora de pressionar, de retardar, a diagonal, as costas na bola longa, jogo aéreo no segundo pau... Eles são muito importantes, e a comunicação na linha de quatro... Alemão já faz normalmente porque é zagueiro de origem, isso é muito bem definido para ele. O Capa, tirando o jogo com Luverdense, que era o início, a gente foi conversando, corrigindo, Betão chamando... hoje ele faz a linha e ainda tem ganho ofensivo muito grande, e chama a atenção por isso. Taticamente é bom, tecnicamente também, sai do campo e sobe a escada do vestiário correndo, tem uma condição física muito boa.  Se taticamente está bem, e tecnicamente leva vantagem sobre os adversários, é muito interessante."
Dá para pensar em título? - "A gente tem que pensar em tentar ganhar do Atlético-GO. Titulo da Série B... Como eu falava, antes do G-4, quando estava há 7 pontos, como viu falar do G-4? Hoje é palpável... A situação do segundo turno era complicada, as equipes pontuando, nos enfrentaríamos fora de casa o Ceará, CRB, Vasco, Atlético-GO, Londrina... Estamos enfrentando, mas já conseguimos empate com Ceará, ganhar do CRB, e vamos tentar outros grandes resultados contra os demais. A gente hoje está a três pontos do Vasco, só a uma rodada, claro que ele têm o saldo melhor que nosso. Mas agora é tijolo por tijolo, aos poucos vamos construindo o acesso. Na verdade ainda é cedo para falar sobre isso, a gente tem que falar no Atlético-GO, vamos tentar ganhar deles... Tem muita coisa para acontecer ainda, a gente vem em um momento muito bom, mas tem que ficar vigiando para esse momento não acabar." Claudinei Oliveira via Globo Esporte

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