Coletiva pós-jogo de Claudinei Oliveira

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"Podia ter sido melhor, mas falei que a gente tinha que trazer ponto e conseguimos. Não vamos lamentar também. Eles precisavam vencer, então atacava até com nove jogadores. Viemos para somar e acabamos somando. Não vamos lamentar nem comemorar, é mais um pontinho. Estamos no G-4, e conseguimos mais ponto, não damos tanta importância hoje mas pode fazer a diferença lá na frente.
O Oeste trabalha a bola com esperança de criar espaço na zona de perigo e não abrimos essa espaço, então deixamos ele circularem (...)  Ter posse de bola não é garantia do sucesso, tanto que a tabela demonstra isso. A gente optou por ter jogo consistente e para tentar a transição, não fomos felizes nas finalizações, mas taticamente fizemos um jogo muito bom. Dos últimos jogos que vi do Oeste, acho que foi o que menos criaram chances claras, suportamos muito bem essa pressão."
Marcação - "A ideia de marcação alta não era no tiro de meta, até porque eles treinam isso duas horas por dia e saberiam como quebrar. Era para fazer pressão pós-perda (da bola), porque a gente perdia a bola e não conseguia fazer pressão porque o João Filipe tinha que ter ficado mais perto do ataque. Não vamos acertar 100% sempre, mas não dá para falar que as coisas não deram certo... Conseguimos um ponto fora de casa depois de conquistar apenas três o primeiro turno inteiro, se não me engano. Queríamos realmente criar mais dificuldades, mas em compensação na defesa fizemos tudo certinho. Se olhar a parte tática, a defesa cumpriu muito bem todas as variantes."
Não perder ninguém para sábado - "Era o que eu estava querendo falar. As vezes não adianta fazer marcação agressiva e acabar fazendo falta boba e perdendo jogadores. Se eu mando o Romulo pressionar e ele derruba goleiro.. Ai leva o amarelo e perdi ele. Vai o Alemão e toma amarelo. Um dos motivos de não pressionar foi resguardar os atletas."
Peso do jogo com o Náutico - "Não dá para dimensionar o que o jogador sente depois de uma Ressacada lotada e com jogos decisivos, todos jogos são decisivos desde que cheguei, desde o jogo que Evando assumiu contra o Sampaio. Primeiro para se livrar (do rebaixamento) e agora para tentar algo a mais. Então o peso é grande, eles têm suportado bem porque estão dividindo bem as responsabilidades. Quando não está bem um outro resolver, então tudo fica um pouco mais leve."
Terceiro jogo sem sofrer gol - "A gente precisa de todos. Se todos doarem cada um se destaca em algum momento alguém se destaca. Rena contra o Vasco foi absurdo, no último jogo não precisou fazer nenhum defesa, mas quando precisa ele responde. Acho que Betão, Fabio, Alemão, Capa... o sistema todo com Luan e Judson. Foram muito felizes, todo mundo voltando para ajudar. A gente tem batalhado com unhas e dentes para conquistar o objetivo. Nem sempre conseguimos dar espetáculo, ter imposição, mas ninguém pode dizer que o Avaí não está brigando por cada ponto. Não dá para falar: "Estamos em terceiro, vamos atropelar..." Ai perde o jogo, perde a gordura. Então procuramos a vitória, sem abrir mão do empate que também não era ruim para a gente."
Alterações - "Hoje o Romulo ficou muito sozinho, ficou muito isolado, quase fez de cabeça, depois quase no carrinho, ele tem força de área, mas não pode ficar sozinho. Segredo é escalar o que é de melhor, eles vêm merecendo jogar, os 11 melhores, e tendo alternâncias. Tatá dá confiança de colocar, o João Paulo, o Vitor... A entrada do João foi legal até pelo astral, fazia muito tempo que não jogava, pessoal todo comentou no vestiários, ele agradeceu muito o apoio, é um menino muito querido." Claudinei Oliveira via Globo Esporte

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