A polêmica nova camisa do Avaí

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Essa é a nova camisa do Avaí, que repete o azul celeste da temporada passada. Muitos torcedores não gostaram e o debate sobre a importância do azul certo se estende desde o lançamento.
Essa é uma polêmica que vem se arrastando há anos no clube. O torcedor comum não vê problema, acha que essa discussão é frescura (absolutamente normal), mas o fato é que você e ninguém verá profissionais de Administração e Marketing menosprezando essa questão.
O problema não é o tom do azul - Isso é a ponta do iceberg. Não seguir o Manual de Identidade Visual do clube (sim, ele existe) também não decretará o armagedom no Sul da Ilha. Esses são apenas sintomas do real problema, a "febre", por assim dizer.
A "pneumonia" é a sinalização de que (acredito) os profissionais de Marketing do Avaí não estão sendo ouvidos . Há graves falhas na aplicação da Identidade Visual do clube, o que faz desconfiar que cartolas que desconhecem o show business do futebol tomaram a frente nessa escolha.
O problema é perder dinheiro - Pesquisa da Pluri Consultoria encomendada pela ESPN, mostrou que em 2014 o Avaí detinha a quarta 4ª maior torcida do Sul, com 496 mil fãs. Acrescente-se que a média de público do Leão na série B de 2016 (ano do acesso) foi de magros 4.997 torcedores por partida, mais ou menos o mesmo número de sócios adimplentes, eaí sim temos um problemão.
Com meio milhão de clientes - O Avaí conseguiu fidelizar apenas 1% do seu mercado potencial. Isso explica também porque, independente de estar na série A ou B, os contratos de patrocínio do rival costumam ser mais generosos. Nossa marca é menos valiosa há mais de uma década.
Esses números não são fruto acaso, mas de uma forma continuada de pensar os negócios. As pistas sempre são dadas na qualidade do cartão de visitas, no atendimento ao telefone, no uso adequado da cor oficial, do seu logotipo e no acolhimento (ou não) das críticas.

É um somatório de coisas pequenas, as chamadas frescuras, que explicam a dificuldade financeira ano após ano.
Ficar
dois anos sem patrocínio master, acredite, não foi azar. Gerson dos Santos

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